Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Furnas dos Dionísios

No outro dia eu fui pra minha roça de arroz trabalhar, como sempre.
Aí pedi pro meu filho caçula, o Amadeu, ir lá em casa buscar a minha marmita.

Ele veio…
e resolveu levar o meu neto, o Leandro, que era muito pequeno ainda, na garupa do cavalo.
E lá foram os dois pela estrada, indo pra roça.

Quando passaram em frente do pé de gravatá, ali do lado do colchete —
aquele mesmo que eu e o compadre Evaristo tínhamos cavucado na noite passada —
o Leandro viu um copo.

Viu um copo banhado a ouro, ali do lado do pé.

O menino desceu do cavalo e pegou o copo.

Andaram mais um pouco…
aí chegou na porteira.
O menino teve que descer pra abrir o colchete, pra o Amadeu passar com o cavalo.

Ele largou o copo no chão, ali no pé do pau.
Largou só um tiquinho.

Abriu o colchete.
Fechou.
Quando foi pegar o copo…

Cadê o copo?

Sumiu.
Assim mesmo.
Simplesmente sumiu.

Nada do ouro.
Nada de a gente ficar rico.