Associação dos Pequenos Produtores
Rurais de Furnas dos Dionísios

Consciência Negra

Novembro, tempo de memória, luta e celebração

Group 11

Em novembro, quando o tempo se curva à lembrança e à afirmação, Furnas do Dionísio acende sua voz na Celebração da Consciência Negra, em sintonia com o dia 20 de
novembro, marco de resistência e dignidade do povo negro no Brasil.

Aqui, celebrar não é apenas recordar — é afirmar existência. É reconhecer os caminhos abertos pelos ancestrais e fortalecer as trilhas que seguem sendo construídas no
presente.

A celebração se organiza como um grande encontro de saberes, corpos e vozes. As feiras se abrem como territórios vivos, reunindo a produção local, o artesanato, os
alimentos e os fazeres que carregam história. Cada banca é também uma narrativa, cada objeto um testemunho de permanência.

No centro da programação, as apresentações artísticas locais revelam a força da cultura quilombola: danças, músicas, expressões corporais e rituais que atravessam o
tempo e atualizam a tradição. O corpo, mais uma vez, fala — e quando fala, conta histórias que não cabem apenas nas palavras.

As rodas de conversa sobre o combate ao racismo instauram espaços de escuta, reflexão e enfrentamento. São momentos em que a palavra circula, se fortalece e se
transforma em consciência coletiva. Falar de racismo aqui não é apenas denúncia — é também construção de caminhos para a justiça, o respeito e a equidade.

A celebração se amplia nas parcerias com escolas, universidades e entidades do movimento negro, fortalecendo o diálogo entre saberes acadêmicos e saberes
tradicionais. Nesse encontro, diferentes formas de conhecimento se reconhecem, se cruzam e se potencializam.

Mais do que um evento, a Consciência Negra em Furnas do Dionísio é um gesto contínuo de afirmação: afirmação da história, da cultura, da identidade e do direito de existir com dignidade.
Celebrar o povo negro é celebrar a vida que resiste, cria e floresce todos os dias.