Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Furnas dos Dionísios

Quando era noite…
noite de lua cheia…
aparecia um lobo.

Mas não era lobo comum, não.
Era lobo de olho vermelho.
Vermelho que brilhava no escuro.

Ele aparecia lá na ponte,
naquela que atravessa o rio Pombal.

Quem passava por ali…
ele vinha atrás.

Corria.
Corria mesmo.
Atrás das pessoa.

E quando começava a subida,
indo pra escola Zumbi dos Palmares…
o lobo vinha no encalço.

Corria atrás…
até a pessoa ficar sem fôlego.
Sem força nas perna.
Com o peito queimando.

Só quando chegava perto da escola
é que ele sumia.

Se escondia na moita.
Quieto.
Esperando outra vez.

Teve um dia que o Osvair,
indo cortar cana-de-açúcar,
viu também.

Viu o lobisomem.
Olho vermelho.
Parado olhando.

Osvair saiu correndo,
desesperado.

Correu tanto…
mas tanto…
que chegou pálido,
branco que nem cera.

Essas coisa acontecia.
O povo via.
O povo corria.

Porque não era história pra brincar.
Era assombração mesmo.

E quem duvida…
é porque nunca passou por ali
numa noite de lua cheia.